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Aracne no Purgatório, gravura de Gustave Doré para a Divina Comédia de Dante Aleghieri

Segundo o mito greco-romano tardio narrado nas Metamorfoses de Ovídio, Aracne (Arakhne em grego, Arachne em latim, inglês e francês) era uma jovem lídia da cidade de Colofon, famosa por sua habilidade na arte de tecer e bordar. Confeccionava tapeçarias tão belas que as próprias Ninfas iam contemplá-la. Vangloriou-se de serem seus trabalhos superiores aos de Atena, mestra e padroeira da arte da tecelagem, e a desafiou para uma disputa.

Atena bordou os doze deuses do Olimpo em toda a sua majestade e, nas quatro pontas de seu trabalho, evocou os castigos sofridos pelos mortais que ousaram desafiá-los. Em resposta, Aracne os representou disfarçados de animais, a caçar e violentar jovens mortais. Atena, ultrajada, golpeou a jovem com sua lançadeira e Aracne, inconformada com o insulto, enforcou-se. Apiedada, Atena decidiu salvar-lhe a vida, mas a transformou em aranha (arakhnês, em grego), condenando-a a balançar para sempre na ponta de uma corda e assim servir de exemplo às futuras gerações.

Referências[]

  • Theoi: Arachne [1]
  • Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dicionário de Símbolos, Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.
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