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Capitão 7

Capitão 7 é um super-herói brasileiro que é oriundo da TV Record (como série de TV) e posteriormente reformulado em gibi. Criado em 1954 na TV Record por Rubem Biáfora e tendo o ator mineiro Ayres Campos (que na época tinha físico de atleta) como protagonista, ficou no ar até 1966 (12 anos). O programa estreou em 24 de setembro de 1954. A princípio, o seriado era realizado ao vivo e depois de um certo tempo gravado. O número "7" é uma alusão ao canal onde a emissora pode ser sintonizada em São Paulo. O personagem era inspirado em personagens da tiras de jornal e revistas em quadrinhos como Buck Rogers, Flash Gordon, Superman e Capitão Marvel. Mais tarde, o super-herói passaria da televisão para os quadrinhos com a editora Continental.

Os direitos autorais do personagem continuam a pertencer aos herdeiros do ator, transferidos aos seus filhos por herança após o seu falecimento em 2003, atualmente, o personagem é representado por Pedro Campos, neto do ator.

História do Personagem[]

Quando criança, Carlos foi levado por alienígenas ao Sétimo Planeta (daí seu codinome), onde cresceu aprimorando corpo e mente. Já adulto, retornou à Terra. Em sua identidade civil, Carlos é um brilhante químico. Quando a situação exige a presença de um herói, ele se transforma no Capitão 7.

  • Parentes/amigos conhecidos:

Silvana – Carlos e Silvana tiveram um longo namoro, e por fim se casaram. No início a vida dupla do herói era um segredo, mas com o tempo Carlos revelou sua identidade a Silvana e até mesmo a levou até o Sétimo Planeta, onde a moça adquiriu poderes semelhantes ao do Capitão. Desde então, os dois passaram a atuar em conjunto.

Dr. Moreira - pai de Silvana, Dr. Moreira é um proeminente agente da Interpol e uma importante fonte de informação e apoio ao casal de heróis.

  • Arqui-inimigo(s):

O Caveira - quando o bandido Cid, capturado pelo Capitão 7, tenta escapar da prisão, acaba por destruir seu rosto nas cercas elétricas. Jurando vingança contra o herói que o aprisionou, Cid passa a utilizar uma máscara e assume a identidade do Caveira – que com o tempo viria a se tornar um dos principais antagonistas do Capitão. O Caveira foi criado por Juarez Odilon, e faz sua primeira aparição na edição número 19 da revista do Capitão 7.

Dr. Corvus - Cientista louco do sétimo planeta, criou uma terrível arma química que lhe dá o poder de hipnotizar ou até mesmo fulminar alguém com os olhos usando a força de seu pensamento. Também possui garras venenosas.

Dr. Solano - Gênio do mal que tenta derrotar Capitão 7 com seus diversos aparatos científicos. Já chegou a criar um exército robótico com suas feições e a trocar de corpo com Dr. Moreira.

Poderes[]

Capitão 7 2

A evolução do Capitão 7, do formato televisivo para os quadrinhos, revela uma transição de um herói terrestre para um ser quase cósmico, refletindo as ambições de expandir seu universo de ação e poderes. Na série de TV, o personagem é retratado como um herói com habilidades sobre-humanas típicas de heróis da época, como força, agilidade e resistência excepcionais. Seu principal meio de transporte era uma nave, e sua ação era mais centrada em técnicas físicas de combate, usando ferramentas como sua pistola de raios paralisantes.

Nos quadrinhos, no entanto, suas capacidades foram enormemente ampliadas. O traje atômico tornou-se um ponto de transformação, dando-lhe habilidades como voo, invulnerabilidade, e a capacidade de sobreviver em ambientes extremos, como o espaço ou o fundo do mar. Ele poderia realizar feitos impossíveis, como carregar naves espaciais e resistir a explosões nucleares, além de poder respirar no vácuo e se comunicar telepaticamente. Seu arsenal também se expandiu com equipamentos tecnológicos avançados, como as lentes de radiação que lhe conferem visão de raio-X e calor, além de uma bússola capaz de detectar radiação e campos magnéticos.

Os feitos de Capitão 7 nos quadrinhos são notáveis: ele sobreviveu a explosões nucleares, parou um meteoro que ameaçava desestabilizar o eixo terrestre (revelando ser uma nave alienígena) e enfrentou criaturas de dimensões abstratas. Sua inteligência, adquirida com os conhecimentos do Sétimo Planeta, também lhe permitiu criar tecnologia avançada para ajudar outros heróis.

Embora poderoso, o Capitão 7 não é invencível. Sua dependência do traje atômico e a vulnerabilidade a certas frequências sonoras e ao nitrogênio tornam-no suscetível a certas fraquezas.

Histórias em Quadrinhos[]

Capitão 7 record

O gibi do Capitão 7 teve início em 1959 pela editora Continental/Outubro. Sendo desenhado por Jayme Cortez, Júlio Shimamoto, Getulio Delphim, Juarez Odilon, entre outros artistas. Com roteiros de Helena Fonseca, Hélio Porto e Gedeone Malagola. Durou cerca de 40 edições, até 1965. A diferença entre a série de TV e a revista em quadrinhos é que, nos quadrinhos, ao contrário da TV que era na época extremamente limitada (não existiam recursos de informática, hoje tão amplamente utilizados), os artistas eram livres para desenhar Capitão 7, por exemplo, voando, levando um veículo que pesa toneladas, enfim, colocando em prática seus super-poderes concedidos pelo alienígena.

Nos anos 80, Ayres Campos criou uma empresa de fantasias de super-heróis para crianças com o nome chamada Capitão 7 Indústria e Comércio de Roupas Ltda, em 1983, o personagem chegou a ganhar uma revista promocional escrita po Maio Miranda (diretora da série de TV) e ilustrada por Douglas Galindo, distribuída como brinde na compra das roupas.

Em 1997, Ayres Campos anunciou uma nova HQ do Capitão 7, desenhada por Anderson Siqueira e publicada pela Voga Comunicação. Ayres reformulou o personagem, abandonando a antiga identidade secreta “Carlos”. Para ele, o Capitão 7 era seu alter ego pessoal. A reinvenção trouxe uma nova origem para seus poderes: um anel com sete diamantes, cada um representando um poder que funcionava por sete minutos. Inspirado por Flash Gordon e outros heróis clássicos, Ayres transformou o Capitão 7 em um ícone mais coeso, mas a HQ nunca chegou a ser publicada.

Em 2006, a Marisol S.A. lançou na revista Triplik (revista oficial das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre saindo de forma mensal pela Editora Profashional), novas hqs com o Capitão 7, tendo como roteirista e ilustrador Danyael Lopes. Capitão 7 foi ilustrado inclusive com ajuda de recursos de computação gráfica, diferente das origens em que o processo fora totalmente "artesanal".

Crossovers[]

Em 2007, o quadrinista Samicler Gonçalves pediu autorização a família de Ayres Campos para criar um crossover entre o super-herói de Samicler Gonçaloves, o Cometa e o Capitão 7 mas, o pedido foi recusado, a solução do roteirsta Antonio Tadeu foi criar o herói Lunar na décima edição de Cometa, um herói veterano do anos 60.

Em 2010, a família autorizou o jornalista e roteirista Roberto Guedes a publicar um encontro entre o Capitão 7 e o Fantastic Man (criação de Tony Fernandes) ilustrado por Carlos Henry.

Capitão 7 aparece no jogo de luta Brazooka's. A trama apresenta um cenário de urgência em que a Terra é ameaçada por Syrius, uma entidade cósmica que lança um meteoro colossal, capaz de provocar uma catástrofe global. Para enfrentar esse desafio, uma equipe é convocada, unindo grandes heróis brasileiros.

No entanto, Syrius manipula mentalmente os heróis, dividindo-os em duas facções rivais. Capitão 7 assume o comando de uma das facções, que inclui Imperatriz (criada por Antonio Carlos Lemos e Marcelo Salaza), Bombeiro Mascarado (criado por Ruan Victor) e T.A.N.K. (criado por Vanderlei Sadrack). Do lado oposto, O Judoka (criado por Pedro Anísio) lidera Lagarto Negro (criado por Gabriel Rocha), Xamã (criado por Eberton Ferreira) e Valkíria (criada por Alex Mir e Alex Genaro).

O desenvolvimento de Brazooka's contou com uma campanha de financiamento coletivo no Catarse em 2022, que atraiu o apoio de fãs de quadrinhos e jogos de super-heróis brasileiros. Além do jogo, Brazooka's conta com uma HQ publicada pela Editora Kimera que aprofunda a história.

Equipes[]

Alfa Primeira Ordem 01

Alfa Primeira Ordem 01

Alfa - A Primeira Ordem[]

Elenildo Lopes, um dos responsáveis pelo especial Protocolo – A Ordem, lançou um novo projeto no qual reunirá diversos super-heróis brasileiros em uma única aventura. Trata-se de Alfa – A Primeira Ordem, que já possui campanha aberta na plataforma colaborativa Catarse. O argumento é de Elenildo Lopes, com roteiro de Gian Danton, arte de Marcio Abreu e cores de Vinicius Townsend. Uma operação deflagrada com o nome de ALFA investigará a fundo o caos que se instalou no país após os acontecimentos narrados em Protocolo – A Ordem. Mas os heróis descobrirão coisas além da compreensão, e a Terra nunca esteve tão ameaçada por um inimigo capaz de trazer o apocalipse ao planeta. Por isso, é hora de reunir novamente os maiores e mais importantes super-heróis brasileiros e formar uma equipe.

Alfa Primeira Ordem 02

Alfa Primeira Ordem 02

Aeris é um inimigo imortal que ameaça ressurgir em nosso tempo, enquanto os heróis procuram soluções e respostas para o caos que se instalou no país após uma invasão alienígena. Participam da trama: Capitão 7, Capitão Gralha, O Flama, Raio Negro, Homem-Lua, Capitão R.E.D, Lagarto Negro, Jaguara, Blenq, Bruce, Anjo Urbano, Jou Ventania, Velta, Homem Trator e Shirley, Armagedom, Bruce – O Exterminador, Ciclone, Corrupião, Coruja, Dito Terrine (Megasônicos), Kahen (Os Tomos de Tessa), Raio Rubro, Rudamon, Supraion, Velta e Vênus.

A Primeira Ordem foi formada na década de 1940, reunindo heróis como Capitão Gralha, Capitão 7, Flama, Raio Negro e Homem-Lua, após uma série de batalhas contra ameaças no Brasil. Juntos, enfrentaram o vilão alienígena Aéris, que tentou exterminar a humanidade ao transformar a atmosfera da Terra. Após uma batalha épica, Aéris foi derrotado, mas a equipe desapareceu misteriosamente, acreditando-se que se sacrificaram.

Após a primeira vitória contra Aéris, a Primeira Ordem se preparou para seu retorno, sabendo que o vilão alienígena poderia ressurgir. Para isso, viajaram ao Sétimo Planeta, onde o Capitão 7 havia adquirido seus poderes. Lá, passaram décadas treinando e aprimorando suas habilidades, aguardando o momento certo para combater Aéris novamente. Esse período foi crucial para o fortalecimento da equipe, permitindo que eles reunissem uma energia imensa, necessária para enfrentar a ameaça de Aéris com mais intensidade quando ele retornasse. No entanto, ao se sacrificarem na batalha final, desapareceram misteriosamente.

A cronologia da Primeira Ordem segue uma linha do tempo própria, o que significa que não se conecta diretamente com as outras versões ou aventuras dos heróis. A formação da equipe nos anos 1940, sua batalha contra Aéris, e o período de treinamento no Sétimo Planeta fazem parte de uma história isolada. Eventualmente, Aéris retorna, e a equipe se sacrifica para derrotá-lo de uma vez por todas, mas essa linha do tempo não reflete ou altera as outras narrativas e versões dos personagens em diferentes histórias.

Notas[]

  • Os direitos do Capitão 7 foram transferidos para seu intérprete, Ayres Campos, lançou a empresa Capitão 7 Indústria e Comércio de Roupas Ltda, que produzia fantasias infantis de diversos super-heróis. Na década de 1960, o gibi do herói trazia anúncios de fantasias da empresa Indústrias Reunidas Capitão Sete.
  • Ayres Campos fez o registro de uma revista em quadrinhos na Biblioteca Nacional em 8 de outubro de 1998 (nº 161120).
  • Atualmente, os direitos do personagem são administrados por Pedro Campos, neto do criador, que registrou diversas marcas no INPI abrangendo publicações, vestuário, produtos licenciados, telecomunicações e serviços culturais. Esses esforços buscam preservar e modernizar a marca, mantendo o herói relevante para novas gerações e expandindo sua presença em diferentes mídias e produtos.

Ligações externas[]