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Lobisomem ou Licantropo é uma criatura que aparece na mitologia de diversos países, incluindo a Brasil. é um ser lendário, com origem na mitologia grega, segundo as quais, um homem se transforma em lobo ou em algo semelhante a um lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer. Aqui será contado apenas as Variações do Lobisomem que muita vezes é chamado de Lobisomem Brasileiro.

Suposta fotografia de lobisomem por Osmar Nascimento, ex-peão de rodeio, em um cemitério de Nova Granada,SP, em abril de 1985.

Desenho baseado na "fotografia".

Características[]

Existem relatos de transformações em noites de lua, mas no Brasil a crença mais generalizada é que o lobisomem se transforma na virada de quinta pra sexta-feira. Além disso, durante a Quaresma (os 40 dias entre Carnaval e Páscoa) eles podem se transformar todas as noites.

Quando um menino nasce depois de seis meninas, ele vira lobisomem se não for batizado pela irmã mais velha antes da primeira transformação (com 13 anos). Esse lobisomem pode passar a maldição para quem tiver contato com seu sangue ou for mordido.

Como não existem lobos verdadeiros no Brasil, o lobisomem é aqui frequentemente assemelhado a outros animais. Frequentemente se parece com um híbrido de cão e porco, de pelos escuros e patas da frente mais curtas que as de trás.

Como também se acredita em Portugal, o lobisomem pode mudar de forma dependendo do animal que se espojou no local onde se transforma. Ele geralmente copia mamíferos comuns em fazendas, confundindo assim as pessoas que estiverem por perto.

Quando transformados, os lobisomens comem qualquer porcaria, até mesmo cocô de galinha. Quando voltam a ser humanos, a vomitam. Acredita-se que só atacam quem aparece em seu caminho, mas podem querer perseguir os "pagãos", inclusive bebês não batizados, visados já no período de gestação.

Para ferir um lobisomem brasileiro, existem dois procedimentos mais comuns:

  • Benzer a munição com cera de uma vela usada 3 vezes na Missa do Galo.
  • Atacar com uma lâmina de ferro ou de aço, pois isso força o lobisomem à voltar a forma humana.Em algumas versões é preciso tirar apenas uma gota de sangue.

Para curar o lobisomem, é preciso furar o couro do lobisomem com o espinho de uma laranjeira que foi plantada numa sexta-feira e/ou num cemitério.

Para descobrir a identidade do lobisomem, deve-se oferecer sal, o que faz com que ele vá embora. No dia seguinte, ele aparecerá em forma humana na porta da sua casa para pedir o sal prometido.

Versões[]

Existem várias versões do lobisomem brasileiro, das quais estas são as mais presentes nos relatos:

Porcão: é a forma mais comum no Brasil. Quem o viu diz que lembra um cachorro ou um porco enorme, que corre encurvado e sobre as quatro patas. É coberto de pelos escuros, com olhos vermelhos e dentes afiados.

Porcão

Amarelo: mais comum em estados do Nordeste, o lobisomem amarelo se parece com o porcão, mas com um aspecto muito machucado e adoecido. Sua pele varia entre o muito pálido e amarelado, além de feder como um cadáver.

Amarelo

Orelhas-Longas: de pelos escuros, o que mais chama atenção nesse lobisomem são suas orelhas, tão grandes que sempre se arrastam no chão. Quando corre, elas batem quase como asas, produzindo estalos altos.

Orelhas-Longas

Lobisomem Branco: também conhecido como Lobisomem da Morte, Lobisomem Morto e Lobisomem Fantasma, é um tipo raro, mas difícil de ser ignorado. Costuma sempre aparecer em noite de quaresma, é um Lobisomem que morreu e quer cumprir o seu propósito. Também chamado lobisomem “morto”, é uma alma-penada que continua correndo a maldição. É totalmente branco (não confundir com pálido) e mais violento que qualquer lobisomem vivo.

Lobisomem Branco

Lobisomem Lobo ou Lobo do Mato: pouco comuns, são quase lobos completos. Hoje, aparecem mais em cidades bastante influenciadas pelo cinema e pela televisão. Antigamente, também apareciam em regiões de forte influência germânica.

Lobisomem Lobo

Lobisomem Espojador[]

Lobisomen Espojador 01.webp

Um bicho monstruoso, peludo, com grandes olhos vermelhos e muito fedorento. Lembra um humano fedido e coberto de pelos escuros. Seu corpo possui características animalescas indefinidas, mas o que mais preocupa são suas garras e dentes e seus olhos com uma expressão assassina. Ele não uiva, mas ronca, grunhe, rosna e até relincha, demonstrando que nele há mais de bicho do que de pessoa.


Essa variação da maldição do lobisomem pode afetar qualquer um que fosse se transformar em um lobisomem brasileiro comum. O 7º filho de um casal que antes teve 6 filhas, se nascer homem e não tiver a irmã mais velha como madrinha de batismo (ou equivalente do cenário), passa a virar besta nas noites de quinta para sexta quando completar 13 anos. Nessas noites, ele sente uma vontade incontrolável de ir até um lugar isolado, tirar toda a roupa, dar 7 nós na camisa e então escondê-la. Daí irá se espojar (rolar no chão), rolando 7 vezes da direita para a esquerda em um lugar onde um animal mamífero doméstico ou de fazenda tenha se espojado recentemente. Então, se transformará em um lobisomem com características do animal que ali se espojou antes dele. Caso mais de um animal tenha se espojado ali, ele recebe características misturadas de todos estes bichos.


A transformação é extremamente prazerosa para o lobisomem, que irá vaga pelas estradas e matas da região atacando aqueles que encontrar, principalmente bebês não batizados e mulheres grávidas, bebendo seu sangue. A criatura evita conflito desnecessário com grupos grandes de pessoas e só pode retornar a sua forma original caso encontre suas roupas novamente. Se elas sumirem, ele ficará assim até encontrá-las.


Reverter a maldição. Caso o lobisomem encontre roupas novas no lugar daquelas que escondeu ao se transformar, sua maldição se encerra para sempre. Porém, a maioria dos lobisomens não deseja isso, por serem viciados em sua maldição. Se libertos dela, muitos procuram vingança contra quem os libertou.


Carregar o fado. A transformação faz mal ao corpo do amaldiçoado. O lobisomem vomita e recebe um nível de exaustão quando retorna a sua forma original. Além disso, é comum que esses amaldiçoados pareçam estar sempre doentes, fracos, dando indícios de anemia, pois a transformação, semanalmente, suga as forças e nutrientes do corpo.


Humanoide Amaldiçoado. Quando não estiver transformado, o lobisomem usa o bloco de estatísticas de um PdM humanoide a escolha do mestre, ele perde todas as habilidades como lobisomem. Se algum dos atributos físicos da forma humanoide do lobisomem for maior que em sua forma amaldiçoada, o mestre pode manter o maior entre os dois, mas isso pode alterar o nível de desafio da criatura.


O Lobisomem-Guará[]

Ni-Guará, arte de m-lupus

Apesar de ser o animal brasileiro mais parecido com um lobo, o guará (Chrysocyon brachyurus) nunca foi relacionado pelo folclore com o lobisomem, provavelmente por ser inofensivo e geralmente visto com simpatia, salvo por alguns fazendeiros que receiam ataques a seus galinheiros. Entretanto, muitos autores modernos de ficção fantástica brasileira preferiram ignorar as peculiaridades da versão popular do mito no Brasil para conceber um lobisomem semelhante ao modelo cinematográfico e literário dos EUA e Europa, mas "nacionalizado" pela associação com a fauna brasileira.

A primeira descrição detalhada de lobisomens-guarás parece ter surgido em 1999 na revista Dragão Brasil, edições 51 e 52, como proposta de adaptação do RPG Lobisomem: o Apocalipse da White Wolf (confira Lobisomem da White Wolf), cuja versão original ignora o Brasil e a América do Sul. Os lobisomens-guarás constituiriam uma "tribo" adicional de lobisomens, chamada "Ni-Guará", cujos parentes humanos seriam indígenas brasieiros. Não se pode dizer que isso contrarie os pressupostos do jogo, pois este cita uma extinta "tribo" australiana baseada no lobo-da-Tasmânia, com aborígenes como parentes humanos, e esse marsupial, ao contrário do guará, não tem sequer um parentesco distante com os lobos verdadeiros. Escritores contemporâneos aderiram à ideia, notadamente Eric Novello, cujos lobisomens-guarás aparecem no romance Exorcismos, amores e uma dose de blues (2014).

Lobisomens do Piauí[]

Os primeiros relatos de avistamento de lobisomens surgiram na Grécia antiga e na Europa Medieval, de modo que, no Brasil, o bicho teria chegado por meio das grandes navegações. Como Portugal mandava para o Brasil tudo que era gente ruim de lá pra cá com a aplicação da pena de degredo a toda sorte de criminosos, é possível que os primeiros lobisomens tenham chegado ao Brasil em meio aos degredados. O certo é que, de lá pra cá, o bicho passou a ser visto com frequência em terras brasileiras, onde o ambiente e o calor dos trópicos, fez com que se adaptassem ao meio, causando uma mutação nesse tipo de fera, que, por aqui, assumiu características próprias.

No Piauí, por exemplo, o lobisomem se tornou um pouco diferente do seu primo europeu… Por aqui, o bicho não se transforma necessariamente em noites de lua cheia, mas apenas nas noites de quinta para sexta-feira em que se apresente uma lua cheia no céu. O bicho pra se metamorfosear precisa encontrar um daqueles locais em que um jumento deita, rola e chafurda a terra. Só ali é que o bicho pode se transformar, na terra ainda marcada pelo animal, repetindo o mesmo cerimonial, ou seja, deitando e rolando no que o povo chama de espojeiro de jumento.

Adrião Neto, conceituado autor piauiense, conta que “ele tira a roupa e, depois de virar todas as roupas pelo avesso, se deita no espojeiro de um jumento. E, rolando no chão, três vezes para um lado e três vezes para o outro, se transforma num bicho feio e cabeludo”.

Segundo Daniel Sousa​, sua (mãe ou avó) quando criança, morando no Morro do Boréu, brincava à tardinha nos galhos de um pé de manga por ali, deliciando-se com as frutas, quando, embaixo dela, no chão, chegou um homem que tirou a roupa e começou a rolar no chão, bem onde havia um espojeiro de jumento, rolando e jogando a areia pra cima enquanto isso (exatamente como faz o jumento). Quando a poeira baixou, em lugar do homem havia um bicho peludo que saiu correndo aos saltos. A menina teria dado graças a Deus pelo bicho não ter visto ela. Ao se certificar que ele tinha partido dali, desceu da árvore e correu pra casa, temendo o retorno do monstro ao lugar, até porque dizem que ele tem que reverter a transformação no mesmo espojeiro de jumento em que se transformou (o que dizem é que o monstro só pode se transformar em espojeiro de jumento, não servindo o de outro animal, pois só o jumento carrega nas costas a cruz que esfrega no solo quando rola nele).

A dona Baíca, residente próximo do Cemitério de Altos, me contou que já viu um lobisomem por ali. Entre o muro da casa de Dona Baíca e o muro do cemitério há apenas um pequeno beco (por onde só passa uma pessoa de cada vez) que leva ao alto do morro que fica por trás da morada dos mortos. Segundo ela, alguns anos atrás, já fazia alguns dias que diziam que um lobisomem aparecia por ali. Contou-me que ele saía de dentro do cemitério e pulava o muro para o escuro beco, dali saindo correndo para a rua.

Um dia Dona Baíca, de sua casa, teria ouvido um chafurdo dentro do cemitério e sabendo dos boatos ficou de sobreaviso. Um de seus netos começou a chorar com a barulheira. Tendo ouvido de seus antepassados que o lobisomem tem preferência por crianças pagãs, pediu à mãe da criança que lhe desse de mamar afim de que cessasse o choro, enquanto caminhava rumo à porta de metal que fica à frente de sua casa. Parecia que o bicho estava encurralado no beco pelos cachorros da vizinhança, mas sabe-se lá o que ele fez que os cachorros saíram ganindo de medo às carreiras. A porta, que tem umas grades por meio das quais se pode ver a rua, era coberta à noite com uma cortina para que não pudessem enxergar dentro da casa. A mulher afasta uma parte da cortina de modo a poder ver o que se passa na rua, ao que enxerga saindo do beco a estranha fera, que, segundo ela, era um bicho peludo com pouco mais de um metro de altura, que não tinha pé nem cabeça: parecia mais uma bola de pêlos pretos e ouriçados. Se tinha pé ou cabeça só se fosse embaixo daqueles pêlos, pois o bicho era muito peludo.. Estava lá ela olhando para aquela estranha criatura parada bem no ponto de encontro entre o beco e a rua na qual ele começa, que é a mesma que passa em frente aos portões do cemitério. Mesmo parado, os pêlos se movimentavam muito como que o bicho estivesse procurando a direção a seguir, enquanto os cachorros latiam para ele. Nesse momento, a criatura emite um grito estridente e assustador, de fazer percorrer um arrepio pelo corpo de qualquer um que o escute, sendo que, após isso, o bicho parte em altíssima velocidade, aos saltos, sendo que a cada salto percorria cerca de dez metros antes de tocar o chão. Enquanto corria, o bicho fazia uma barulheira, como que se arrastasse coisas que se chocavam umas contra as outras.

De acordo com ela, o bicho corre muito e a razão disso é porque, como reza a lenda, o lobisomem deve percorrer sete cidades, sete encruzilhadas, sete igrejas e sete cemitérios antes do galo cantar a última vez. Em Altos, contudo, o que se diz é que a fera tem de percorrer apenas sete ruas, de uma ponta a outra, até porque não daria tempo de percorrer tudo isso em uma noite. Mas, se é assim, porque estaria ele dentro do cemitério afinal? Ora, se não teria a obrigação de percorrer sete cemitérios, o que estaria fazendo ali? Haveria lá dentro um espojeiro de jumento? O que é certo é que se ele não conseguir fazer o percurso no período estabelecido, ficará para sempre na forma maldita, de modo que terá que procurar se esconder em alguma serra.

Corroborando a versão de que o lobisomem percorre sete cidades, sete cemitérios, sete igrejas e sete encruzilhadas no caminho que percorre durante a noite, vem o depoimento de Marcos Luciano Paz​, que é conselheiro tutelar na cidade de Alto Longá​, onde cresceu. Segundo ele, alguns anos atrás, estaria na sala de casa, no bairro Timon, já um pouco tarde da noite assistindo à primeira edição do Big Brother (aquela que teve Kleber Bam-Bam como vencedor) quando escutou uma barulheira desgraçada no meio da rua e ouviu os latidos dos cachorros da vizinhança como que se estivessem perseguindo a fonte de todos aqueles ruídos, que pareciam um monte de objetos sendo arrastados e, ao mesmo tempo, se chocando uns contra os outros. De repente, o barulho parou. Como a janela estava aberta, viu uma figura estranha na rua, parada bem embaixo da luz do poste que ali em frente havia. Marcos garante que como o local em que a estranha criatura parou estava claro, pôde enxergá-la bem: era peludo, mas tinha membros e cabeça. Ali parada parecia estar do mesmo modo que um homem fazendo flexão a tocar os pés e as mãos no chão. A cabeça, contudo, ao invés de ser na extremidade do seu tronco encurvado, parecia estar nas costas, de modo a olhar reto para a frente. Tudo isso, contudo, não era fácil de se perceber, devido à enorme quantidade de pêlos. Se não estivesse claro, poderia facilmente ter confundido sua figura com uma bola de pêlos. Curvado daquele jeito, com pés e mãos no chão, o bicho saiu em disparada, produzindo a barulheira infernal que faz em suas corridas. No dia seguinte, sua mãe só acreditou na história porque um vizinho disse também ter visto a criatura. Poucos dias depois, se soube de um ataque de um bicho igualzinho em Coivaras. Um grupo de jovens voltava de uma festa em Altos, quando foi atacado na estrada pela criatura do outro mundo. Em defesa, um dos jovens teria cortado o monstro, que se enfiou mata adentro. No dia seguinte, um homem que todos diziam virar lobisomem em Coivaras, apresentou o corte no mesmo lugar. O homem que, segundo diziam, tinha caso com a própria mãe, foi embora dali no mesmo dia, levando consigo a mãe. Marcos Luciano Paz acredita que era ele o lobisomem que viu, até porque depois que ele se foi, ninguém mais viu a criatura que vinha espalhando o terror Em Alto Longá e Coivaras já há algum tempo.

Catarina Sena conta que havia um lobisomem no bairro Santo Antonio, cerca de uns 20 anos atrás, perto da casa em que morava. Os moradores do bairro diziam que era um homem que tinha caso com a enteada. Segundo ela, Raimundo, um dos meus cunhados, havia sido contratado, por um prazo curto, como vigia noturno do Colégio Antonio Gonçalves da Costa, ali no bairro mesmo.

Numa das noites ele estava sentado numa cadeira por volta das duas da manhã, quando percebeu um barulho de cães um pouco distante dali, mas que se aproximava. Como o colégio estava em reforma, tinha uma parte do muro que estava derrubada para correção de rachaduras…

O barulho se aproximava e os cães pareciam enlouquecidos, mas ao dobrar a esquina do colégio, os cães foram desistindo, quando o “bicho” veio bem rápido e entrou para dentro da escola pela parte derrubada do muro! Meu cunhado puxou o facão que levava na cintura, se preparou e o bicho apareceu e foi pra cima dele, mas ele, ao ver a “coisa” (como a chamou depois), quase amoleceu as pernas e perdeu a coragem, mas resolveu ir pra cima, até porque não tinha outro jeito. Deu-lhe uns “panos de facão”, enquanto o bicho pulava e fazia barulhos assustadores, que fez Raimundo sair em disparada para casa, deixando para trás seus pertences, como garrafa de café, lanterna e outras bugigangas.

Ao chegar em casa quase quebra a porta gritando pela mãe, que abriu a porta atarantada. Ele entrou, fechou a porta e se pôs a olhar pela pelas brechas da “porta de duas folhas” até amanhecer.

Quando o dia clareou e as pessoas levantaram, ele foi contar o acontecido e descrever o animal que tinha visto. Afirma ele que o barulho que a criatura fazia ao correr, era como gemidos, como se fosse uma mistura de gente com cachorro e ele não entendia como podia se ouvir barulhos de latas batendo, ou chocalhos… e o bicho não andava, só rastejava, como se rolasse pelo chão, mas conseguia fazer movimentos bruscos como pular… ele não conseguia ver se haviam patas naquele animal, só dava pra ver um monte de pêlo barulhento.

Tufos desse pelo foram encontrados no caminho perto do colégio no dia seguinte. Ele parecia o mais assombrado dos homens! No mesmo dia, o homem que diziam virar lobisomem amanheceu todo arranhado e com dois riscos de faca no lombo e a família não conseguia explicar a origem. Segundo Catarina, mesmo em forma humana, ele era estranho: tinha braços, pernas, costas e orelhas peludas (os pêlos pareciam sair de dentro do ouvido). O meu cunhado ainda o teria confrontado, mas ele negou que fosse ele a criatura.

Apesar da negativa, todos no bairro acreditavam que era ele o tal bicho. Arcanjo, um mototaxista que cresceu ali perto, confirma que haviam tais boatos à época e que ele, ainda menino, teria, então, muito medo do homem. Chegou a contar que Antônio, outro morador do bairro na época, teria também enfrentado a criatura. O homem teria passado largo tempo enfrentando a criatura, dando-lhe golpes de faca com a faca que segurava com a mão esquerda. Explicou-me Arcanjo, que para se defender de um lobisomem é preciso atacar com a mão esquerda, única forma de atingir o que seria o ponto fraco da fera. Quando finalmente se livrou, correu pra casa e quando o dia raiou contou a todos o ocorrido, o que novamente levantou as suspeitas contra o homem que diziam virar fera, eis que este, outra vez, aparecera ferido misteriosamente. Segundo Arcanjo, os homens do bairro viviam falando em se unir para capturar a criatura, mas na hora “h” todos alegavam ter outros compromissos para não aparentarem o que de fato sentiam: medo. Como que querendo se livrar antes que algo assim acontecesse, o homem foi embora do bairro, levando consigo toda a família.

Lobisomem Gonçalo[]

Lobisomen Gonçalo ou Gonçalo Lobisomen é uma aparição de um suposto Lobisomem em Um vídeo postado no You Tube mostra o que seria o suposto lobisomem que amedronta moradores de São Gonçalo dos Campos (a 134 km de Salvador), na Região Metropolitana de Feira de Santana.

Intitulado "Criatura filmada em São Gonçalo dos Campos", o vídeo, de 43 segundos, foi postado na quinta-feira, 6, e, até às 21h50 desta sexta, 7, contava com mais de 42 mil visualizações.

As imagens, em preto e branco e de baixa resolução, parecem ter sido gravadas à noite - o que torna ainda mais difícil identificar a criatura, que aparece embaixo de uma árvore.

Nos comentários, internautas duvidam da veracidade das imagens. Para muitos, tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto, e o "bicho" não é nada mais do que um macaco. Outros também duvidam que o vídeo tenha realmente sido feito na cidade baiana.

"Os caras pegam um vídeo de um chimpanzé em qualquer lugar do mundo e vem me dizer que é um lobisomem em São Gonçalo", diz um deles.

Outro internauta comentou: "Essa foi fácil, uma fantasia qualquer de macaco com um abestalhado dentro mais um celular ching ling p fazer a filmagem.. gente a toa querendo minutos de fama e likes e números de visualizações no YT".

A veracidade das imagens cai de vez por terra quando se realiza uma rápida busca pelo You Tube. O mesmo vídeo havia sido postado por um internauta em 2007, intitulado "lobisomem do poção". Na descrição, uma legenda diz que o vídeo foi "registrado pelas câmeras de segurança da casa do 'césar', na lua cheia da quaresma de 2007".

Não é possível saber o local exato onde foi gravado o vídeo, que parece não ter enganado ninguém.

Medo

Há cerca de duas semanas, a então tranquila São Gonçalo dos Campos, cidade de 36 mil habitantes, experimenta uma espécie de toque de recolher após boatos sobre a aparição de um suposto lobisomem. Verdade ou não, moradores passaram a se abrigar em casa a partir das 21h.

O clima de medo ganhou força depois que um homem disse ter ficado frente a frente com a lendária criatura, cuja crendice popular descreve como 'metade homem, metade lobo'.

Conforme moradores, o bicho surgiu quando um rapaz, conhecido como Pingo, esperava o ônibus, por volta das 3h de uma segunda-feira. A um blog local, Pingo assim o descreveu: "Um monstro de cor negra, aparentando mais de um metro e meio de altura, peludo, e que se contorcia sem parar".

Embora as narrativas estejam se multiplicando na região, a delegada da cidade, Cristiane Oliveira, disse que, por enquanto, não decretou investigação. Ela informou, ainda, que não havia registro relacionado ao caso.

Veja também[]

Teriantropo

Lobisomem

Referências[]

https://mundoeducacao.uol.com.br/folclore/lobisomem.htm

https://www.grimoriotropical.com.br/post/lobisomem-espojador-d-d-5%C2%AA-ed-besti%C3%A1rio-tropical-pag-032

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