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Vulcano e Maia, de Bartholomaeus Spranger (1570-75)

Vulcano e Maia, de Bartholomaeus Spranger (1570-75)

Na mitologia romana, Maia ou Maia Maiestas, com o sentido de "aquela que aumenta", da raiz latina também presente em maior e maiestas, é uma antiga divindade itálica, filha de Fauno e esposa de Vulcano, identificada às vezes com Bona Dea, com Fauna ou com Ops, mas sem nenhuma relação com a Maia grega. Como deusa da primavera, deu nome ao mês de maio. Os dias 1º e 15 de maio eram consagrados a Maia. No 1º de maio, o flâmine de Vulcano lhe sacrificava uma porca grávida, sacrifício adequado também para uma deusa da terra como Bona Dea. A deusa era acessível apenas às mulheres e os homens eram excluídos de seus perímetros sagrados.

A identificação da Maia romana com a Maia grega, cuja mitologia é bem diferente, só se deu a partir do século III a.C., com a helenização de Roma, traduzida no sincretismo greco-latino.

Ver também[]

Maia (grega)

Fauno

Bona Dea

Referências[]

  • Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000.
  • Wikipedia (em inglês): Maia (mythology) [1]